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La Vueltosa – conheça outro importante personagem nesse intenso projeto

Já são 12 anos de trabalho nesse projeto que é um marco importante para a estabilidade da rede elétrica na Venezuela. Diversos profissionais e de diversos países da Alstom participaram nesse complexo trabalho, aprendendo muito sobre gerenciamento nas mais diversas condições.

Conheça a percepção de Hamilton Mochetti, brasileiro que hoje atua com outro grande projeto: a hidrelétrica de Belo Monte.

 

  • Em qual período você trabalhou no projeto de La Vueltosa?

Comecei a trabalhar neste projeto em Julho de 2002. Fui Tender Leader da oferta da parte Brasil, que nesta fase era uma parceria com a França. Participei das várias idas e vindas das negociações durante 2003 e início de 2004. Quando o projeto iniciou, em meados de 2004, fui convidado a trabalhar na área de consórcios, como Coordenador Comercial. Estive no projeto até dezembro de 2011, grande parte do tempo na Venezuela.

  • Qual era o seu objetivo no projeto?

Adquirir vivência e experiência em um projeto fora do Brasil e realmente pude experimentar um número enorme de dificuldades e situações. Os objetivos foram se alterando à medida que o projeto evoluía, a duras penas. Desde as dificuldades de se aprovar os projetos executivos, envio dos equipamentos e depois anos de trabalho  preparando  e negociando alterações.

  • Quais foram os maiores desafios que você enfrentou?

Os desafios foram vários. Apesar da Venezuela ser um vizinho do Brasil, as diferenças culturais pesaram muito. As condições políticas deste período influenciaram demais o dia a dia do projeto. O desafio começava sempre no aeroporto, com os cuidados com a segurança. Para se chegar à obra era necessário a utilização de escolta.

A Alstom, no Brasil, fornece equipamentos e raramente executa a montagem. Neste projeto, fora do Brasil, com todos os problemas de falta de mão de obra qualificada, de economia completamente instável, foi um grande desafio realizar inclusive as obras civis.

  • O que você tirou de lição dessas dificuldades enfrentadas?

Todas as dificuldades acabam sendo importantes lições e oportunidades de buscar caminhos. Itens relativamente simples como enviar equipamentos à obra acabaram se tornando tarefas difíceis. A maior lição foi a de não desistir de buscar a recuperação das margens. 

  • Como o trabalho nesse projeto o ajudou em projetos futuros?

A estrutura do projeto, principalmente na Venezuela, durante um grande período foi muito enxuta e pude participar compartilhando com meus colegas as dificuldades de todas as áreas. Foi um verdadeiro curso de MBA feito na prática.

  • Alguma curiosidade que queira compartilhar?

Há muitas histórias neste projeto, afinal foram mais de dez anos e com muita ação. Uma história interessante é sobre alguns colegas que foram confundidos com agentes secretos americanos e colombianos. Estes colegas estavam no aeroporto mais próximo à obra, que também é próximo à fronteira com a Colômbia.  Foram filmados por celular, enquanto aguardavam o voo para Caracas, no apertado e congestionado aeroporto de Santo Domingo. Este vídeo amador chegou às mãos de um apresentador da Venezuela, que colocou as imagens no ar dizendo tratar-se de agentes da Cia e do serviço secreto colombiano e estariam na região para provocar agitação no povo contra o governo local. Ao mesmo tempo em que foi motivo de brincadeira entre os colegas, também provocou preocupação com a segurança. Durante algum tempo tiveram que ficar “fora de circulação”. Felizmente acabou tudo bem.

 

Sobre o projeto

A primeira unidade de La Vueltosa entrou em operação em 2013. O sistema fornece hoje 257 MW de energia e ajuda a proporcionar estabilidade à rede nacional.

O projeto hidrelétrico de 514 MW faz parte de um contato turnkey com a Alstom.

Conforme anunciado pela presidência da Venezuela, espera-se que a segunda máquina, que irá fornecer 257 MW adicionais, entre em operação em breve.

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Informações a Imprensa:

Mariana Maciel - mariana.maciel@alstom.com / Tel.: (11) 3612-7074

Ana Paula Mattar – anapaula.mattar@cdn.com.br / Tel.: (11) 3612-7079